Bom, Belo e Verdadeiro

A idéia platônica do Belo, do Bom e do Verdadeiro está impressa na literatura filosófica, assim como a idéia kantiana da crítica do julgamento, crítica da razão prática e crítica da razão pura.

Em Popper aparecem como mundo subjetivo, mundo cultural e mundo objetivo, em Habermas como sinceridade subjetiva, imparcialidade intersubjetiva e verdade objetiva.

Espiritualmente na idéia de Buda, Sangha e Dharma ou no cristianismo como Filho, Pai e Espírito Santo.

Essas trindades nada mais são do que os domínios do Eu, do Nós, e do Isto. Da subjetividade, da intersubjetividade e da objetividade. Resumindo da Arte, da Moral e da Ciência, as três grandes diferenciações da modernidade, denominadas as “Três Grandes”. Isto é, os quatro Quadrantes da Teoria Integral de Ken Wilber.

 

Estas são as três perspectivas básicas que temos do kosmos. O que Ken Wilber fez foi refiná-las ao demonstrar que o domínio da verdade objetiva se divide em objetiva e interobjetiva, assim como a verdade subjetiva se divide em subjetiva e intersubjetiva.

Na idade média a ciência, a moral e a arte eram monopolizadas pela igreja. Se você construísse digamos um telescópio e descobrisse que a terra não é o centro do universo provavelmente acabaria numa fogueira. Se pintasse um quadro fora dos temas religiosos, ai de você. E se contestasse os dogmas da igreja, o que te aconteceria?

Bom, é por isso que essa diferenciação das “Três Grandes” foi chamada “a dignidade da modernidade”. A ciência passou a ser aceita, assim como a arte e a moral fora dos dogmas da igreja, no chamado período do Renascimento.

Entretanto, no que foi chamado “o desastre da modernidade” o que aconteceu foi que a ciência acabou “colonizando” as outras áreas da moral e da arte. E o resultado foi o materialismo científico e o desencantamento do mundo. O mundo reduzido a átomos, moléculas e neurônios...

A pós-modernidade então cuidou de encantar o mundo novamente e as redes intersubjetivas gritaram num clamor desesperado e disseram: tudo é construído culturalmente! A ciência e a religião então nada mais eram do que criações culturais, nada de verdades absolutas, só verdades relativas... E o niilismo passou a ser a sua marca!

O papel hoje da pós-pós-modernidade, das teorias integrais, da ponta de lança da sociedade é justamente reintegrar novamente, após as diferenciações e dissociações ocorridas, as três faces do Kosmos. O bom, o belo e o verdadeiro, o subjetivo, o objetivo e o intersubjetivo (e o interobjetivo). Dando a cada uma delas sua devida importância, seu devido espaço, sem tentar subtrair ou colonizar qualquer uma delas.

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Toda essa discussão envolveu apenas um componente da Teoria Integral: os quatro Quadrantes, ou quatro dimensões do kosmos. Nos outros textos discutimos: os Estágios (ou níveis) de desenvolvimento, as Linhas (ou correntes) de desenvolvimento e os Estados de consciência. Neste texto falarei um pouquinho sobre os Tipos de personalidade: o quinto e último componente da Teoria Integral.

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