É um tremendo equívoco imaginar que a internação seja suficiente para a plena recuperação de pacientes dependentes químicos. Devemos ver a internação apenas como a primeira fase de um processo. Na internação é feita a desintoxicação e a contenção da compulsão durante a primeira semana. O paciente fica protegido de si mesmo. Após esse período, mais alguns dias ou semanas podem ser necessários para estabilização emocional e mental. Além desse tempo, que pode durar no máximo três meses, estaríamos retardando o estado psicológico e social do paciente por falta de contato com a realidade.
É precisamente neste ponto que a imersão terapêutica se torna imprescindível. Ao término da internação ou desintoxicação ambulatorial, seguida ou não de alguns dias ou semanas de estabilização emocional-mental, o que se buscará agora é o aprofundamento das questões essenciais de uma recuperação: saúde emocional, mental e espiritual. Ora, não se pode buscar essas questões com grande profundidade em um ambiente de internação! Por mais humanizado que seja é sempre um ambiente "pesado" que deve ser deixado o quanto antes para a real recuperação emocional, mental e espiritual do dependente! Tão logo ele se recobre de suas capacidades funcionais.
Mas não termina aí! Após esse período de (re)encontro consigo mesmo, com sua saúde integral, haverá uma necessidade premente e absoluta de frequentar um grupo de apoio para manutenção e aprimoramento de tudo aquilo que aprendeu e absorveu durante suas vivências terapêuticas. Por um período de pelo menos um ano ele deve frequentar esse grupo sem se ausentar. É nessa terceira e última fase que ele realmente estará fazendo sua reinserção social e dando por completo seu tratamento e não no término de uma internação!
Portanto, devemos considerar três etapas ou fases dentro de uma recuperação que seja realmente completa, abrangente e integral. E mais do que tudo, traga resultados efetivos. A primeira etapa cuidará fundamentalmente dos aspectos fisiológicos e comportamentais (SD), a segunda etapa essencialmente dos aspectos emocionais, mentais e espirituais (SE), e a terceira etapa especialmente dos aspectos culturais e sociais (IE e ID), embora, em todas as etapas todos os aspectos sejam trabalhados de alguma forma. Esse é o Modelo Integral aplicado em sua inteireza num processo de tratamento para dependência de substâncias. Um dos modelos mais aclamados e sofisticados de que dispomos hoje para trabalhar questões que exijam um pensamento mais complexo e aprofundado para a resolução de problemas.
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