Desenvolvimento Humano

O desenvolvimento humano se dá por camadas: do mais "baixo" ao mais "alto", do mais simples ao mais complexo, transcendendo e incluindo suas camadas predecessoras.

Este é o modelo wilberiano de desenvolvimento da personalidade descrito de maneira bastante simples.

Na verdade, ele está respaldado por uma gama de psicólogos desenvolvimentistas, tais como, Piaget, Maslow ou Gebser. Piaget fala do desenvolvimento cognitivo, Maslow das necessidades, Gebser das visões de mundo...

Todas estas Linhas de desenvolvimento (ex.: cognitiva, necessidades, visões de mundo) têm algo em comum, elas se desenvolvem em Estágios. Estes Estágios de consciência seguem certos padrões, tais como: transcender e incluir, ou transcender e reprimir, quando há alguma patologia.

Você pode ficar tanto fixado num certo Estágio quanto poderá reprimi-lo, quando há uma patologia. E isto acontece desde os primeiros anos de vida de acordo com os estudos de Freud. Freud também foi um gênio desenvolvimentista, mas dos primeiros anos de vida.

Jung também tem seu próprio modelo de desenvolvimento, o qual ele dá o nome de individuação: do ego, ao inconsciente pessoal, ao coletivo, ao self, numa batalhe entre consciente e inconsciente, sombra, persona, anima e animus, self.

A psicologia é de fato um desenvolvimento ou crescimento. Do mais “baixo” ao mais “alto”, do mais simples ao mais complexo. Da matéria ao corpo, do corpo à mente, da mente à alma, da alma ao espírito. E todo desenvolvimento se dá dentro dessas categorias básicas ou Estágios.

Começa por um processo de indiferenciação ou identificação com dado Estágio ou nível de consciência, posteriormente há uma diferenciação ou desidentificação com dado Estágio. O eu então transcende aquele nível ou Estágio para identificar-se com seu nível superior, enquanto integra o nível inferior, e assim por diante até o Estágio mais elevado.

O objetivo das terapias é justamente ajudar nesse processo, que pode, como já assinalado, dar errado em cada um dos níveis. Em vez de diferenciar-se, o eu pode dissociar-se do nível abaixo (reprimir), ou, em vez de transcender fixar-se naquele nível (resistir), ou ainda regredir, quando há uma patologia mais grave ou senilidade. No primeiro caso sintomas dolorosos emergirão da “sombra dissociada”, no segundo um ego cada vez mais rígido e inflado explodirá, no terceiro cuidados médicos serão uma necessidade.

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Entretanto, toda essa reflexão reuniu apenas dois dos cinco componentes da Teoria Integral: as Linhas e os Estágios. Num próximo texto falaremos dos outros componentes: os Quadrantes ou dimensões do ser, os Estados de consciência e finalmente os Tipos de personalidade.

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