Muito se ouve pelo lado da espiritualidade sobre a supremacia do espírito em relação ao ego, que para sermos livres e bons o mais sensato é destruir, eliminar, diminuir o ego até que ele não mais exista. Entretanto, pelo lado da psicologia ouvimos que o ego deve ser curado, amadurecido, fortalecido, com o intuito de podermos ter uma vida produtiva e feliz. 

A Teoria Integral esclarece que tudo isto é certo, mas PARCIALMENTE certo. Seria uma ingenuidade colocar Freud e Buda um contra o outro. Portanto, devemos partir da premissa de que os dois estão certos. Não haveria então uma complementaridade entre os dois, ou desses dois pensamentos aparentemente antagônicos? Não será mais sensato dizer, ok, fortalecer o ego é bom, mas perdê-lo também?!

O caso é o seguinte, não podemos perder o ego sem antes ter um! Veja, alguém que mal sabe quem é, não tem poder de decisão, de escolha, que não lida com sua história de forma saudável, nem tem um projeto de vida que faça algum sentido, poderá um dia se decidir a deixar este ego, morrer para ele, ou melhor, ir além dele, sem se iludir? Creio que não, no máximo irá reprimi-lo, odiá-lo, negá-lo, terminaria então se isolando, alienado de si mesmo.

 

De outro lado o trabalho espiritual auxilia, e muito, na desconstrução do ego não saudável. Aspectos negativos do ego são colocados em cheque, "despressurização" de um ego inflado, ansioso, raivoso e depressivo são alguns dos efeitos "colaterais" de uma boa meditação. Além disso, busca-se o contato com o divino, aquela parte de nós mais preciosa que tanto nos esquecemos na rotina do dia a dia: a calma, a sabedoria, a compaixão, a alegria, que tanto excede o entendimento do ego. 

 

Para além do ego temos a alma e o espírito. O primeiro comporta divindades e ainda fica a nível dual: eu e Deus, por exemplo. Para o segundo não há espaço para separação sujeito-objeto, eu e Deus somos um, como dizia o grande mestre. E é precisamente neste ponto, e só neste, que o ego morre inteiramente. Ironicamente, porém, é neste mesmo momento que não faz a menor diferença ter ou não ter um ego. Na verdade, você ainda terá um,  porém, a diferença é que não estará preso a ele, vivendo como se ele fosse a sua única realidade - que diante do espírito significaria viver miseravelmente - ao contrário, colocará ele a seu serviço, na verdade, a serviço da humanidade.

 

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Além de trabalhar com os níveis do ego e do espírito (emocional, mental, espiritual), numa abordagem integral, devemos incluir também os quadrantes. Observe abaixo alguns exemplos de desenvolvimento incluindo os quadrantes:

 

 

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