ESPAÇO TELOS

O Espaço Telos é voltado ao desenvolvimento humano e ao despertar espiritual. Está alicerçado na Abordagem Integral de Ken Wilber e utiliza-se das mais variadas técnicas terapêuticas, psicológicas e espirituais para alcançar seus objetivos.

Telos quer dizer causa final. Seu conceito remonta a filosofia platônica e aristotélica, no sentido de que o universo, e todas as coisas que o compõem, possuem uma causa final imanente e transcendente. No ser humano é chamada felicidade. Seu conceito foi esquecido e corrompido pela modernidade que acredita apenas numa causa eficiente.

Ken Wilber: É uma catástrofe intelectual que o conceito de telos tenha sido apagado da psicologia moderna; filósofos desde Aristóteles até Hegel achavam impossível compreender o universo sem telos. Se realmente o universo é interpenetrante e interdependente em todos os aspectos, então, não só o passado modela o presente, como também o futuro modela o presente, do mesmo modo que uma corrente elétrica não deixará um terminal até que o outro terminal distante seja conectado. ...

...Em outras palavras, a dinâmica da consciência parecia não só uma pressão para afastar-se de um passado real, como também uma impulsão para realizar-se uma condição futura. A consciência não era só condicionamento, como sustentam os psicólogos ortodoxos, mas emergência criativa e esforço teleológico, nenhum dos quais pode ser explicado por teorias de reforço. Coloquemos da seguinte maneira: a teoria do condicionamento pode explicar o reforço de uma tendência após ter emergido pela primeira vez, mas não consegue explicar a própria emergência inicial. Ela pode dizer por que um comportamento se repete ou por que ocorre pela segunda vez, mas não por que ocorre pela primeira vez. Por outro lado, é na primeira aparição de um ato que está toda a novidade, toda a criatividade, toda a inovação, todo o crescimento, todo o desenvolvimento. Isto é, os aspectos mais importantes do comportamento são criativos e/ou teleológicos. Não são totalmente, nem mesmo predominantemente, circunscritos ao passado, e sim tendências criativas expressas em direção a potenciais ainda não realizados – em resumo, telos. ...

...A superação da barreira do telos foi o último grande obstáculo para uma conceituação decente da dinâmica da consciência. Aceitando telos – especificamente, Atman-telos ou o impulso para realizar o Espírito – revi as motivações de, e em, cada estágio de desenvolvimento, sugerindo que eles fossem subconjuntos deste impulso último para a Unidade (como haviam feito Whyte, Assagioli, Prigogine, Albert Szent-Gyorgyi, Fuller, Fantappie, Hegel). O ponto central do desenvolvimento é que o indivíduo procura a unidade em cada estágio de crescimento, mas ele ou ela deve continuamente abandonar as forma inferiores de unidade a fim de descobrir unidades mais elevadas, um processo que continua até que haja somente a Unidade. Vejamos alguns rápidos exemplos: é preciso desenvolver-se além da unidade pela comida (fusão com o comer, a fase oral) e da unidade pelo sexo (união biológica, a fase fálica/edipiana), a fim de encontrar a unidade pela interação mental-social (comunidade, a fase mental) e, então, desenvolver-se além do ego-mental, a fim de atingir estágios superiores que culminam na unidade suprema (comunhão divina em Deus somente, a fase transpessoal) Cada estágio é uma forma mais elevada e inclusiva de unidade e o desenvolvimento simplesmente continua até que haja somente Unidade e a alma esteja baseada naquela Fonte e Quididade que formaram o telos da sequência completa. Hegel:

[O Absoluto] é o processo do seu próprio vir-a-ser, o círculo que pressupõe seu fim como seu propósito [telos] e tem seu fim no seu começo. Torna-se concreto ou real somente pelo seu desenvolvimento e através do seu fim. (Coplestone, 1965)
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